Verão

 Começou hoje de madrugada o Verão, época em que o Sol inunda de energia os nossos corpos e almas e que nos faz procurar o campo e as praias para podermos gozar na plenitude essa sensação libertária.

Casa Branca 

Praia dos Alteirinhos

Por estas bandas nota-se logo a chegada de inúmeros visitantes e turistas que aproveitam não só para explorar esta costa tão deslumbrante, como também para desfrutar do encanto único das praias que, por enquanto, se encontram quase desertas.

Praia dos Alteirinhos

Praia dos Alteirinhos

Nas ruas e nas praias da Zambujeira do Mar muitos são os reencontros de Verão dos que fazem desta vila o seu local favorito de férias e que, todos os anos, voltam atraídos por esta atmosfera única de tranquilidade e beleza ímpares.

Praia dos Alteirinhos

Zambujeira do Mar

Pôr do sol na Zambujeira do Mar

Boas Férias.

A vida é bela

Aproveito estes meus dias de descanso e recuperação para os presentear com algumas imagens que muitas vezes podemos apreciar por este lados e que contribuem para que a vida valha a pena ser vivida.

Praia da Zambujeira

Entrada da Barca

Muitas são as facetas com que esta costa se apresenta e revela, ajudando a criar em nós uma recordação forte que perdura e que, ao longo dos bons e maus momentos ajuda-nos a superar as dificuldades do quotidiano, frequentemente dependente destas memórias para que possa fazer algum sentido.

Palheirão da Zambujeira

Pôr-do-sol no Alentejo

Mesmo nos dias em que, como hoje, a chuva não nos larga e o vento lá fora parece não querer parar, o que para mim nesta fase é até muito bom, dentro de casa outras sensações nos percorrem ao apreciar a calma e o bem-estar que o Monte nos oferece mesmo em dias de invernia.

No Monte

No Monte

Mas, lá está, mesmo assim ansiamos pelo Sol e pelo Verão de modo a que uma energia mais forte nos inunde e revigore, para nos fazer sentir mais vivos e fortes.

Carapetinho

Covos

Obrigado

Andava um pouco em baixo e afinal o corpo tinha razão. De um dia para o outro algo mudou para pior e vi-me a ser operado de urgência no Hospital de Beja depois de passar pelo centro de saúde de Odemira onde me foram prestados os cuidados básicos e me reencaminharam através de ambulância do INEM para o hospital. Tive sorte e sobrevivi, primeiro à viagem de quase hora e meia até Beja, depois à intervenção cirúrgica e ao internamento. Destaco o profissionalismo de toda a equipa médica que, não só me salvou a vida, mas também, logo que foi possível, me explicaram a gravidade do que tinha acontecido e porque me operaram, de toda a equipa de enfermagem que me assistiu a mim e a todos os meus companheiros de enfermaria, com grande brio e dedicação, e a todo o pessoal técnico-auxiliar que pacientemente cuidou da nossa limpeza e bem estar.  A todos agradeço sinceramente.

Tulipas

Aqui do Monte, com um Muito Obrigado, lhes mando este ramo de tulipas de modo a que os possa ajudar a colorir um dia-a-dia em que têm de lidar com o sofrimento de muitos e onde a luz, muitas vezes, parece querer desaparecer.

Montanha dos Pirinéus

Hoje que é o dia do Teatro trago à cena uma pequena peça com um actor maravilhoso.

Big

Nós cá em casa temos a sorte de ter a companhia de dois cães e dois gatos. À excepção do gato mais novo, que já nasceu aqui, os outros foram abandonados e por aqui ficaram tornando-se todos inseparáveis, uns dos outros e de nós.

Big

O Big, um Montanha dos Pirinéus, faz hoje três anos e celebramos aqui o facto. Cresceu muito desde que aqui chegou e hoje é um cão magnífico, excelente guarda e amigo incondicional da família e dos seus companheiros de quatro patas.

Big

Sempre atento ao que se passa em redor do Monte é o primeiro a dar conta daqueles que chegam e faz impor a sua autoridade só com a sua presença.

Big

Haja saúde e sorte para poder usufruir da sua companhia por muitos e bons anos pois a vida sem animais de companhia é como uma peça de teatro com um acto a menos.

Dia mundial da poesia

Há algo de poético e místico em muitas das vezes que enfrento o Mar na busca predadora por um dos seres que o habitam. Posso não o saber explicar mas poetas há que o fizeram de um modo magnífico e, em especial para aqueles que como eu conseguiram passar por essa experiência, aqui deixo uma verdadeira ode a esse sentimento único.

Sonho

“Sei agora que Deus rola nas ondas
vem na última onda ei-lo na espuma
é reflexo brilho incadescência.
Se vou à pesca é para o procurar
se lanço a linha é para ver se o pesco
quando pesco um robalo eu pesco Deus
e é com ele que falo em frente ao mar
ele é o seixo a alga o vento leste
a nuvem que lentamente cobre a lua
ele é a minha dispersão e a minha comunhão
o fragmento da estrela que se vê ainda
a tainha que salta
ele é o grão de areia e a imensidão da noite
o finito e o infinito
vai na corrente corre-me no sangue
não sei que nome dar-lhe
digo Deus
ele é o laço que me prende e me desprende
o que palpita em mim e o que em mim morre
vem na sétima onda e bate no meu pulso
ele é o aqui o agora o nunca mais
a morte que está dentro
rola na onda
bate na sétima costela do meu corpo
chamo-lhe Deus porque ele é o tudo e é o nada
eternidade que não dura sequer o eu dizê-la
ei-lo na espuma na lua no reflexo
de repente um esticão a cana curva-se
é talvêz um robalo de seis quilos
isto é a pesca
o meu falar com Deus ou com ninguém
sózinho frente ao mar.”

À Pesca

“Ele é o vento a noite a solidão
o robalo que luta contra a morte
e é a minha ligação magnética com Deus
esse umbigo do mundo
que rola sobre as ondas e cai do firmamento
com sua espuma e sua luz e sua noite
chamo-lhe Deus porque não sei como o chamar
ao meu ser e não ser
de noite junto ao mar
quando regulo a amostra e sua fluorescência
pescando robalos
ou talvêz Deus
e sua ausência.”

Manuel Alegre – Senhora das Tempestades

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