Com o tema “As maravilhas da freguesia” decorre de 12 a 30 de Junho um novo Festival de Mastros em que, como é hábito, a população encherá de cor as suas ruas com milhares de decorações em papel.

Flores de papel

Em muitas casas, ao longo dos últimos meses, todos tem acumulado o trabalho que será erguido e exposto a partir do próximo fim-de-semana. A convite do Grupo Desportivo Renascente de S. Teotónio pude visitar o local onde os trabalhos têm sido reunidos e preparados para a sua montagem e podem aqui espreitar um pouco do que será este Festival.

À espreita

Flores de papel

Flores de papel

Minúcia, paciência, imaginação e muito amor às tradições atraem também os mais novos que dão continuidade a uma festa que, rua a rua, mastro a mastro, une toda a população e bem os pode encher de orgulho ao apreciarmos o resultado final.

Flores de papel

Flores de papel

Flores de papel

 

A pesca lúdica tem vindo a ser vítima de uma legislação recente que, sob a forma das Portarias 143/09 e 144/09, veio infernizar a vida a todos aqueles que, como eu, gostam de passar os seus momentos de lazer à beira-mar e a pescar.

Protesto

Fazendo tábua-rasa de todas as propostas e reuniões de entendimento, tidas com vários representantes de autarquias e associações de comerciantes e pescadores para a preparação das mesmas, os responsáveis governamentais puseram em vigor a partir do passado dia 5 de Fevereiro um conjunto de novas leis que são, cada vez mais, em certos artigos verdadeiras aberrações. Não contribuindo em nada para a protecção de coisa alguma e pondo até de lado o mais importante esquecem por exemplo regras de civismo que ajudem a pôr fim ao descuido de muitos “pescadores” que, alheios ao seu papel no mundo de hoje, vão deixando para trás muito do lixo que produzem com a sua actividade.

Protesto

Com efeito, parece que mais importante do que estudar as verdadeiras causas do que faz perigar a existência de certas espécies desta costa, tais como o abuso de pesticidas e herbicidas e outros nutrientes químicos que alimentam as estufas que começam a invadir toda a costa do sudoeste, ou a proliferação de urbanizações sobre as arribas com os efluentes não controlados de uns e outros a correrem para o mar, o mais importante é aplicar coimas de valor mínimo de 500 euros a um velho habitante da Zambujeira ou de outra qualquer aldeia desta região que tenha o azar que um sargo se ferre no seu anzol.

Protesto

Não se compreende a existência de um defeso para a pesca ao sargo que não é extensível aos pescadores profissionais. Não se compreende que alguém que trabalhe por turnos e que folgue numa segunda ou terça ou quarta-feira, não possa ir pescar. Não se compreende que os naturais do Porto, de Faro ou de Lisboa não possam apanhar umas lapas ou mexilhões para iscos ou ir apanhar um quilo de percebes ou uma ou duas navalheiras para um petisco, só porque não nasceram num dos concelhos abrangidos ou aí não residam. Quantos veraneantes que aqui passam as suas férias para poder precisamente ir à pesca com os filhos ou amigos, e terem que esperar por quinta-feira para o poder fazer, não irão questionar a sua vinda? Quantos comerciantes não viram já reduzido o volume de vendas de iscos e material de pesca face à quebra da procura?

Protesto

Em Odemira concentraram-se este fim-de-semana cerca de três mil pessoas que deram voz ao seu protesto contra estes e outros aspectos destas leis que não servem verdadeiramente o interesse dos locais. Essas mesmas leis ajudam a acabar com a cultura popular de toda esta costa onde a pesca de subsistência se aliava à pequena agricultura familiar e onde ao longo destes anos homens e mulheres pescaram e preservaram os seus locais de pesca, contrapondo-se à pesca intensiva de traineiras e arrastões que com as suas redes não fazem distinção entre pequeno e grande ou sargos e bodiões.

Protesto

Protesto

Protesto

Depois de deixarem as suas assinaturas de protesto e escutarem a voz dos representantes de muitas das associações dos concelhos de Odemira, Vila do Bispo e Aljezur, os participantes abandonaram o local da sua concentração junto ao cais e percorreram as ruas da vila fazendo ouvir a sua indignação.

Protesto

O que incomoda verdadeiramente a todos é a falta de conhecimento da realidade, aliada a uma certa arrogância, que emanada de um qualquer gabinete ministerial desconhecido, redigida com erros grosseiros e até caricatos vem, de um minuto para o outro, alterar a vida das pessoas que em princípio só gostariam de poder praticar uma actividade que os ajudasse a relaxar e a esquecer os problemas sérios do dia-a-dia e que o próprio mar e a natureza se encarregam de determinar em que dias se pode ou não pescar e que peixes se podem apanhar ou não.

À pesca

A festa invadiu as ruas da Zambujeira do Mar com a passagem do corso de Terça-feira de Carnaval.

Carnaval

Como é hábito, a presença de centenas de pessoas fez-se sentir e encheram-se as ruas e esplanadas com pessoas da terra e outros de fora incluindo muitos estrangeiros.

Carnaval

Carnaval

Coordenado pelos membros da ACRDZ, e liderado pela sua Porta-estandarte, o corso encantou enquanto percorreu as ruas da Zambujeira e atraía as atenções de todos com a actuação dos participantes que integravam o desfile.

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Jovens e menos jovens mascararam-se a rigor possuídos pelo espírito do Rei Momo dando um colorido muito especial à festa.

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Como já vem sendo hábito o grupo de estudantes africanos compareceu e a todos contagiou com os seus ritmos e coreografias verdadeiramente espectaculares, chegando mesmo a atrair alguns assistentes para a dança.

Carnaval

Carnaval

Este ano contou também com uma participação que deu um toque mais tropical ao evento e que arrancou muitos sorrisos velados aos mais idosos e outros bem rasgados aos mais novos.

Carnaval

Com efeito um dos carros do corso integrava dançarinas com enfeites mais evocativos do Carnaval brasileiro e que, acompanhadas por música ao vivo, deliciaram todos os que assistiram.

Carnaval

Carnaval

Carnaval

Carnaval

A ala das baianas também fez a sua estreia no desfile e deslumbrou pela naturalidade com que personificou o quadro.

Carnaval

Os carros mais tradicionais tratavam de fazer lembrar e satirizar certos problemas mais específicos da população local, tais como o regresso às origens no que diz respeito à agricultura como forma de proteger o meio ambiente ou a aplicação correcta das verbas destinadas à modernização local com a construção de certas infraestruturas.

Carnaval

Carnaval

Todos aproveitaram um belo dia de sol para fazerem deste passeio à Zambujeira mais um álbum de boas recordações e que, com maior ou menor dificuldade, gostariam certamente de ver repetido por muitos anos.

Até para o ano!

Depois de certos contratempos, uns técnicos, outros de saúde, consegui finalmente arranjar tempo para me agarrar ao computador e voltar a partilhar algumas fotos do que de quando em vez tenho oportunidade de ver e registar.

Inverno

Nestes dias de Inverno os meus gatos são a minha companhia habitual e, enquanto esperam pelo calor da lareira, juntam-se a mim no sofá quase como analisando o que vou fazendo.

Zuca

Zico

Lá fora o vento atravessa os campos e ruge em uníssono com o som do mar, que aqui se faz também ouvir, criando um ambiente propício para pôr em dia algumas memórias fotográficas que me transportam, por momentos, para fora de portas e ao mesmo tempo para dentro destas páginas.

Ilha do Pessegueiro

O Mar

Consigo assim ter tempo para ordenar as várias imagens que vou captando, das quais destaco as dos diversos tipos de cogumelos que vou encontrando à volta da casa ao longo do Outono e Inverno e algumas das quais agora aqui revelo.

 Cogumelos

Alguns são por mim bem conhecidos e facilmente nomeáveis, outros não os consegui ainda identificar com a certeza necessária para poder também compartilhar o seu nome.

 Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Vários destes fungos fazem lembrar as formações de corais que se podem encontrar num qualquer ambiente marinho tropical, esquecendo-nos por breves instantes do bosque ou montado onde verdadeiramente nos encontramos.

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Uns, com as suas cores garridas, chamam a atenção e não passam despercebidos enquanto que outros, camuflados no meio envolvente, quase escapam aos olhos que prescutam os ambientes diversos onde crescem.

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Têm todos porém algo em comum na sua diversidade. Irradiam uma invulgar beleza que, ainda que estranha, nos cativa pelo seu ar frágil e efémero.

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Com a chegada do Outono e depois da chuva, é nas madrugadas frias e debaixo da neblina que a Natureza nos presenteia com uma das suas mais extraordinárias visões, os cogumelos.

Lepiota Procera

De todas as variedades que a classe dos fungos revela, uns comestíveis, outros venenosos, aqui à volta do Monte debaixo das orlas dos pinheiros ou dos sobreiros, todos os anos tenho a possibilidade de poder apanhar uma das espécies mais apreciadas e abundante em Portugal, a Lepiota Procera ou como é vulgarmente conhecida no Alentejo, a Púcara. Noutras partes do país tem outros nomes tais como Frade, Gasalho, Cogordo, Marifusa, Róculo ou Parasol.

Lepiota Procera

A sua forma ovóide inicial dá lugar a um chapéu magnífico que pode atingir um diâmetro considerável de até cerca de 40 cm. O seu exterior com um mamilo central castanho escuro e as suas escamas acastanhadas com uma textura esfarrapada faz lembrar as velhas vestes dos frades medievais, donde um dos seus nomes. Tem um pé alto e um anel que se solta do manto e fica livre, correndo ao longo do pé quando manuseado. A sua carne é branca e sedosa com cheiro a avelã.

Cesto de Púcaras

Em dois dias consegui dar com muitos e bons exemplares que, grelhados com azeite, alhos e um pouco de sal deram um petisco simples mas fantástico.

Cesto de Púcaras 

 

Integrado no programa “Ciência Viva no Verão” e com a preciosa colaboração da Direcção dos Faróis decorreu no passado fim-de-semana uma visita ao Farol do Cabo Sardão.

Farol do Cabo Sardão

Implantado na falésia da Ponta do Cavaleiro e com uma vista espectacular sobre a costa Sudoeste de Portugal, este farol só começou a funcionar em Abril de 1915, ainda fazendo valer a sua luminosidade graças à incandescência pelo vapor de petróleo.

Cabo Sardão

Cabo Sardão

Cabo Sardão

Os muitos participantes, que acorreram no sábado e no domingo, foram recebidos na sala de entrada do Farol que tem a particularidade de estar virada para o mar, sendo a única de entre todos os faróis da nossa costa a apresentar esta particularidade. Isto deve-se ao facto de aquando da construção do Farol, o plano ter sido lido ao contrário.

Farol

Após uma pequena palestra sobre a história dos Faróis na nossa costa, conduzida pelo Faroleiro-chefe Osvaldo e subidas as escadas de acesso ao torreão, puderam então os visitantes apreciar a maquinaria e o grupo óptico que constituem o farol actual , bem como a parte antiga, toda ela em perfeito estado de funcionamento.

Farol

Farol

Farol

Farol

Farol

Farol

Desde que foi electrificado em 1950 e em 1984 ligado à rede eléctrica de distribuição pública, a fonte luminosa é uma lâmpada de 1000 watts estando a operar totalmente automatizado. Com um alcance de até 23 milhas náuticas, foi possível assistir ao seu acender (simulação manual) continuando os visitantes atentos às explicações dadas pelo faroleiro.

Farol

Farol

Após a visita todos ficaram com uma ideia bem vincada do papel fundamental que os faróis representam na navegação marítima ao mesmo tempo que encerram uma imagem que nos transporta para um imaginário ligado ao mar.

Pôr do Sol

O Festival do Sudoeste é uma festa que atrai, invariavelmente, uma multidão de visitantes heterogénea, constituída maioritariamente por jovens e que fazem da Zambujeira do Mar um lugar quase de culto.

SW08

O espírito de “todos ao molho e fé em Deus” tem vindo gradualmente a mudar com as infraestruturas do recinto a melhorar e com os comerciantes locais a dar uma resposta mais eficaz à avalancha de pessoas que em pouco mais de 4 dias chega a atingir os 40.000 indivíduos. Mesmo assim subsistem algumas queixas principalmente em relação ao lixo acumulado e que estraga muito a imagem idílica que os veraneantes e turistas sazonais procuram.  Paradoxalmente o cartaz deste ano nem se revelava muito apelativo em termos musicais mas, em contrapartida, a vontade de fazer parte de um grupo tão extraordinário arrastou, à mesma, todos para a herdade da Casa Branca.

Praia da Zambujeira

Aparte o frenesim sonoro que se faz ouvir num raio de vários quilómetros a partir do local do concerto, são a Zambujeira e as suas praias que fazem as delícias dos que aqui acorrem. É vê-los, a partir do fim da manhã, a invadir as ruas da aldeia a caminho dos cafés e dos areais para retemperar as forças e tornando-se numa imagem de marca com todo aquele colorido e burburinho únicos.

Zambujeira do Mar

Praia da Zambujeira

O tempo ajudou e, curiosamente, só depois de todos abandonarem o recinto é que uma chuva miudinha se fez sentir em jeito de despedida de uma semana bem passada entre a música e o mar.

Praia da Zambujeira

Praia da Zambujeira

Decorre em S. Teotónio, desde o dia 17 e até amanhã, dia 20, a FACECO – Feira das Actividades Culturais e Económicas do Concelho de Odemira, a maior mostra pública das características e potencialidades do concelho.

Faceco

Faceco

Faceco

Sendo um Concelho dividido entre o mar e a serra e onde a maior parte das pessoas vive maioritariamente em torno da actividade agrícola ou pecuária, muitas em pequenas aldeias ou montes, isolados uns dos outros, é forte a aposta na terra, nos seus produtos e nas suas gentes.

Faceco

 O turismo tem-se concentrado ao longo da orla marítima do Concelho mas as características do interior potenciam o seu desenvolvimento ligado a este sector. Os visitantes além de tomarem contacto com essas características, através dos expositores presentes, podem ainda apreciar alguns artesãos locais a desenvolverem a sua actividade quotidiana à frente de quem passa.

Faceco

Faceco

Faceco

Faceco

Faceco

Faceco

Faceco

Através de projectos culturais e de intervenção social dos quais se destacam, por exemplo, a TAIPA e a Fundação Odemira, muitas actividades são relançadas de modo a permitirem a sua continuidade e requalificação social e económica. As populações locais podem ainda procurar e integrar programas de formação a vários níveis para que possam adquirir uma cada vez maior qualificação pessoal e comunitária, com a qual o Concelho possa contar para evoluir e competir nos próximos anos.

Faceco

Faceco

Faceco

Depois de visitar os pavilhões e antes da animação e concertos musicais nocturnos começarem, pode-se ainda visitar o “Museu do Medronho” e observar o modo como se faz a destila de tão apreciada aguardente. Depois da explicação sobre o modo como tudo se processa pode-se ainda saborear um cálice desse cada vez mais raro e genuíno néctar obtido dos frutos do medronheiro.

Faceco

Faceco

 Começou hoje de madrugada o Verão, época em que o Sol inunda de energia os nossos corpos e almas e que nos faz procurar o campo e as praias para podermos gozar na plenitude essa sensação libertária.

Casa Branca 

Praia dos Alteirinhos

Por estas bandas nota-se logo a chegada de inúmeros visitantes e turistas que aproveitam não só para explorar esta costa tão deslumbrante, como também para desfrutar do encanto único das praias que, por enquanto, se encontram quase desertas.

Praia dos Alteirinhos

Praia dos Alteirinhos

Nas ruas e nas praias da Zambujeira do Mar muitos são os reencontros de Verão dos que fazem desta vila o seu local favorito de férias e que, todos os anos, voltam atraídos por esta atmosfera única de tranquilidade e beleza ímpares.

Praia dos Alteirinhos

Zambujeira do Mar

Pôr do sol na Zambujeira do Mar

Boas Férias.

Aproveito estes meus dias de descanso e recuperação para os presentear com algumas imagens que muitas vezes podemos apreciar por este lados e que contribuem para que a vida valha a pena ser vivida.

Praia da Zambujeira

Entrada da Barca

Muitas são as facetas com que esta costa se apresenta e revela, ajudando a criar em nós uma recordação forte que perdura e que, ao longo dos bons e maus momentos ajuda-nos a superar as dificuldades do quotidiano, frequentemente dependente destas memórias para que possa fazer algum sentido.

Palheirão da Zambujeira

Pôr-do-sol no Alentejo

Mesmo nos dias em que, como hoje, a chuva não nos larga e o vento lá fora parece não querer parar, o que para mim nesta fase é até muito bom, dentro de casa outras sensações nos percorrem ao apreciar a calma e o bem-estar que o Monte nos oferece mesmo em dias de invernia.

No Monte

No Monte

Mas, lá está, mesmo assim ansiamos pelo Sol e pelo Verão de modo a que uma energia mais forte nos inunde e revigore, para nos fazer sentir mais vivos e fortes.

Carapetinho

Covos

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