Archive for March, 2008

Hoje que é o dia do Teatro trago à cena uma pequena peça com um actor maravilhoso.

Big

Nós cá em casa temos a sorte de ter a companhia de dois cães e dois gatos. À excepção do gato mais novo, que já nasceu aqui, os outros foram abandonados e por aqui ficaram tornando-se todos inseparáveis, uns dos outros e de nós.

Big

O Big, um Montanha dos Pirinéus, faz hoje três anos e celebramos aqui o facto. Cresceu muito desde que aqui chegou e hoje é um cão magnífico, excelente guarda e amigo incondicional da família e dos seus companheiros de quatro patas.

Big

Sempre atento ao que se passa em redor do Monte é o primeiro a dar conta daqueles que chegam e faz impor a sua autoridade só com a sua presença.

Big

Haja saúde e sorte para poder usufruir da sua companhia por muitos e bons anos pois a vida sem animais de companhia é como uma peça de teatro com um acto a menos.

Há algo de poético e místico em muitas das vezes que enfrento o Mar na busca predadora por um dos seres que o habitam. Posso não o saber explicar mas poetas há que o fizeram de um modo magnífico e, em especial para aqueles que como eu conseguiram passar por essa experiência, aqui deixo uma verdadeira ode a esse sentimento único.

Sonho

“Sei agora que Deus rola nas ondas
vem na última onda ei-lo na espuma
é reflexo brilho incadescência.
Se vou à pesca é para o procurar
se lanço a linha é para ver se o pesco
quando pesco um robalo eu pesco Deus
e é com ele que falo em frente ao mar
ele é o seixo a alga o vento leste
a nuvem que lentamente cobre a lua
ele é a minha dispersão e a minha comunhão
o fragmento da estrela que se vê ainda
a tainha que salta
ele é o grão de areia e a imensidão da noite
o finito e o infinito
vai na corrente corre-me no sangue
não sei que nome dar-lhe
digo Deus
ele é o laço que me prende e me desprende
o que palpita em mim e o que em mim morre
vem na sétima onda e bate no meu pulso
ele é o aqui o agora o nunca mais
a morte que está dentro
rola na onda
bate na sétima costela do meu corpo
chamo-lhe Deus porque ele é o tudo e é o nada
eternidade que não dura sequer o eu dizê-la
ei-lo na espuma na lua no reflexo
de repente um esticão a cana curva-se
é talvêz um robalo de seis quilos
isto é a pesca
o meu falar com Deus ou com ninguém
sózinho frente ao mar.”

À Pesca

“Ele é o vento a noite a solidão
o robalo que luta contra a morte
e é a minha ligação magnética com Deus
esse umbigo do mundo
que rola sobre as ondas e cai do firmamento
com sua espuma e sua luz e sua noite
chamo-lhe Deus porque não sei como o chamar
ao meu ser e não ser
de noite junto ao mar
quando regulo a amostra e sua fluorescência
pescando robalos
ou talvêz Deus
e sua ausência.”

Manuel AlegreSenhora das Tempestades

A Primavera começou hoje de madrugada sob os auspícios de uma chuva benéfica mas acompanhada por um vento frio de leste.

Chuva

Ao longo destes dias de tempo variável, podemos apreciar várias imagens condizentes com a estação.

O mar

 À pesca

Tanto no mar como no campo fazem-se sentir os sinais de uma nova estação, mas o tempo está diferente, com animais e pessoas a procurarem adaptar-se a uma nova realidade fruto das mudanças climáticas aceleradas que assolam o mundo.

Abelha

No campo

Mas a Primavera continua a encerrar uma promessa de vida e, presente no nosso imaginário colectivo, continua a esperança de uma renovação quer pessoal, quer global, que temos de continuar a alimentar se queremos verdadeiramente ser felizes e contribuir para a felicidade dos outros.

O olhar atento de uma senhora que trabalha na Zambujeira do Mar e que foi mais uma espectadora do último desfile de Carnaval, passado nesta localidade, captou uma imagem deste vosso amigo em plena acção de fotografar a festa.

O fotógrafo

Agradeço-lhe sinceramente esta memória, que agora junto a este album de recordações que aqui vou publicando para todos.