Archive for March, 2007

A água, o útero incial de toda a forma de vida, e sem a qual mesmo a vida que evoluiu para formas terrenas ou aladas não pode sobreviver, tem sido um bem desprezado, manipulado e conspurcado, mas tido como inesgotável e garantido pelas sociedades de consumo modernas. Esta pseudo garantia pode mudar a curto prazo se esta mentalidade generalizada e despreocupada continuar como até agora, pondo em causa a sobrevivência de muitos milhões de plantas, animais e pessoas.

Fonte da Vida

Rio Mira

Para muitas pessoas porém, esta dádiva da natureza constitui não só um suporte de vida, mas também um deleite para os sentidos, uma forma de terapia para o corpo ou equilíbrio psíquico, ou pode ainda personificar uma divindade purificadora e venerada desde os tempos mais primordiais.

 Parque das Águas

Em Odemira, para usufruto dos munícipes e visitantes, existe um local na freguesia da Boavista dos Pinheiros denominado Parque das Águas e que, naturalmente, elege a água como tema central de um espaço dedicado a passeios, estudo, convívio ou tão somente um pouco de recolhimento e meditação. É um espaço cuidado, muito bonito e que nunca será demais lembrar, constitui uma opção a ter em conta agora que dias mais quentes se avizinham e nos atraem para junto da água.

Parque das Águas

Parque das Águas

Não será por acaso que as celebrações do Dia Mundial da Poesia e do Dia da Àrvore, ou Floresta, coincidem com a chegada da Primavera.

Primavera

A poesia e a floresta encontram naturalmente nesta data a simbologia perfeita para se instalarem na memória colectiva e poderem ser ciclicamente festejadas e compreendidas. Eu associo-me a tal celebração com umas fotografias de flores valorizadas com um poema que penso ser adequado.

Primavera

“O meu amor sozinho,
É assim como um jardim sem flor,
Só queria poder ir dizer a ela,
Como é triste se sentir saudade.”

Primavera

“É que eu gosto tanto dela,
Que é capaz dela gostar de mim,
Acontece que eu estou mais longe dela,
Do que a estrela a reluzir na tarde.”

Primavera

“Estrela, eu lhe diria,
Desce à terra, o amor existe,
E a poesia só espera ver nascer a primavera,
para não morrer,
Não há amor sozinho,
É juntinho que ele fica bom,
Eu queria dar-lhe todo o meu carinho,
Eu queria ter felicidade.”

Primavera

“É que o meu amor é tanto,
Um encanto que não tem mais fim,
No entanto ela não sabe que isso existe,
É tão triste se sentir saudade.”

Primavera

“Amor,eu lhe direi,
Amor que eu tanto procurei,
Ah! quem me dera eu pudesse ser,
A tua primavera e depois morrer.”

Primavera

A Primavera - Vinícius de Moraes