Archive for October, 2006

No Outono e princípio do Inverno, enquanto as geadas não chegam, a seguir a dias de chuva e temporal como os que tivemos por estas paragens, e logo que o sol espreita, é sempre possível ver alguém que percorre os campos à procura de um petisco apreciado por muitos, os cogumelos.

Temporal

Nuvens de bom tempo

Aproveitando o conselho médico para andar muito, mas devagar, e o facto de ter à volta de casa campos onde normalmente se podem apanhar umas púcaras, uma variedade de cogumelos que é comestível e que eu conheço bem, decidi, com a companhia do meu cão, ir apanhar uma cesta deles.

Chaparro no arneiro

Após um par de horas a calcorrear os arneiros, com o olhar atento tentando descortinar os cogumelos que procuramos, logo conseguimos encher uma cesta com um ou mais quilos de um dos mais requintados manjares com que a natureza nos presenteou e que a experiência acumulada de gerações, na sua busca milenar por alimento, nos ajudou a preservar.

Púcara

Púcara

Púcara

Cesto com Púcaras

Ao longo de toda a costa Portuguesa, muitos são os que gostam de assistir ao pôr do sol como parte de uma terapia que nos faz sentir mais calmos e relaxados. Principalmente no Outono e Inverno, quando o ar começa a arrefecer e tudo torna mais límpido e transparente, a magnificência de alguns destes momentos é algo inesquecível.

Zambujeira do Mar

Por estes dias, principalmente nos feriados e fins de semana, muitos são os que não perdem a oportunidade de rumar até à Zambujeira do Mar para poder desfrutar este espectáculo. Nas esplanadas do “Rita”, do “Martinho” e do ”Fresco”, entre outros, portugueses e alguns estrangeiros, que por esta altura continuam a demandar estas paragens, deliciam-se com as cores únicas que a Natureza exibe neste momento e ouvir os sons exuberantes que a chilreada dos pássaros, que procuram abrigo para a noite nas grandes árvores do muro da praia, produzem.

Árvores e pássaros

Na véspera das maiores marés vivas das últimas décadas, a maré vazia põe a nu um areal imenso que faz reflectir a luz do sol na própria praia, compondo imagens de rara beleza que atrai muitos como eu, na vã tentativa de imortalizar este cenário, tal como os nossos sentidos o captam e guardam.

Pôr do Sol

Eu sei que muitas vezes as aparências iludem mas, neste caso, fico sem perceber muito bem se a realidade não será ela também uma ficção. O caso que hoje aqui relato e que inaugura uma secção nova no meu blog, talvez a faceta politicamente mais incorrecta que me caracteriza, revela a ligeireza com que as leis que nos regem se fazem mostrar. Não tenho dúvidas que tudo esteja de acordo com tais leis, mas achei por bem revelar o que se passa, na estrada que une a Herdade da Casa Branca a S. Teotónio, em nome da segurança de pelo menos 40.000 pessoas, ou mais, que diariamente e durante três dias por aqui passam durante o Festival do Sudoeste. Mais os outros que nos restantes dias do ano por aqui vivem e passam, e são confrontados com um trânsito que inclui largas centenas de veículos ligeiros por dia, acrescido de muitas dezenas de pesados. Dificuldade em manter o veículo na estrada, vidros partidos por causa das muitas pedras e gravilha presentes na estrada e que são projectadas pelos pneus, cruzamentos ou ultrapassagens muito arriscadas, que envolvem camiões cisterna e de transporte de mercadorias pesadas, tais como toros, são factos constantes que fazem perigar, todos os dias, a vida de quem por aqui passa em trabalho ou lazer.

Informação

Agradecia sinceramente a alguém, entre os meus leitores, que pudesse ajudar a esclarecer e/ou resolver esta situação tão bizarra. Este sinal encontra-se, pelo menos, há um ano e pouco no mesmo local advertindo para a execução de umas obras. Tudo o que aqueles que por aí passam e reparam, é que nada decorreu, que verdadeiramente melhorasse o estado de circulação de tal rodovia. Com efeito, nem sequer se percebe se a obra já decorreu ou sequer começou. Nem a estrada se revela arranjada, pois nem o asfalto está em condições mínimas de circulação e nem existe uma linha central ou linhas laterais pintadas, tão necessárias em caso de condução nocturna, ou com chuva, ou nevoeiro, e que deveriam constituir-se como obrigatórias, como também e, pasme-se agora, não inclui uma única referência à data de início e fim da obra. Diz apenas que demora dois meses mas nunca sabereremos quando…!

Confusão

Agora que o Inverno se aproxima era bom que se tomasse uma atitude em relação a este caso. E, já agora, o sinal de indicação de limite de tonelagem para a circulação de veículos automóveis nesta via encontra-se, também há mais de um ano, caído (atirado?) na vala da berma sem que, aparentemente, alguém responsável tenha dado pela sua ausência e permitindo assim a circulação, sem restrições, dos tais veículos pesados.

Com o tempo e o mar a convidar para a pesca fui dar uma volta pelo Almograve e pela Zambujeira para ver as condições de alguns pesqueiros que conheço.

Almograve

Zambujeira

Sabendo que é nesta altura e com estas águas que se podem capturar alguns bons exemplares de sargos, douradas ou robalos, muitos foram aqueles que encontrei tentando a sua sorte, um pouco por todo o lado.

 À Pesca

À Pesca

Uns tentavam a sua sorte do alto das falésias, enquanto outros, mais avisados das dificuldades que envolvem a captura de um peixe de maiores dimensões, procuraram locais de pesca mais baixos e recatados.

À Pesca

À Pesca

Acabei por optar pela Zambujeira e a escolha acabou por dar os seus resultados, pois regressei a casa com meia dúzia de sargos que fizeram não só a adrenalina disparar para valores bem altos, como também contribuiram para um jantar fresco e saudável.

Sargos