A norte da Zambujeira do Mar existe e trabalha uma comunidade de pescadores que tem como porto de abrigo a Entrada da Barca. Essa entrada natural situada entre escarpas rochosas , hoje ligeiramente melhorada com um molhe de protecção, acolhe uma dezena de embarcações que abastecem diariamente os comerciantes da zona com peixe fresco e com a qualidade que só estas águas e costa revelam.

Desde há uns tempos que pensava fazer umas fotografias da sua chegada do mar, com as suas capturas e a preparação das mesmas para irem para a lota que funciona mesmo ali. Hoje aproveitando as condições do mar, bem calmo quando comparado com certos dias de Inverno, fui até lá e aqui mostro os rostos, os barcos, e as rotinas de alguns desses pescadores, bem como muitos dos peixes que hoje apanharam.

Depois de chegados a terra há que limpar as artes e selecionar o peixe que vai à lota e aquele que há-de ser levado para casa para consumo próprio.

Entre toda a actividade da chegada as gaivotas aproveitam para colher algumas sobras.

E enquanto os botes chegam para descarregar o pescado começa o acondicionamento do mesmo para ir à lota.

Nas caixas o pescado ganha outro brilho depois de separado e composto.

 

Uma das principais razões que pesou na hora de adquirir este Monte, foi estar próximo do Mar.

É entre estas duas realidades tão diferentes uma da outra que nós nos sentimos bem e aproveitamos tanto uma como outra para nos realizarmos.

Em terra, sempre que podemos, seja por causa do tempo ou dos dias livres para o fazer, cuidamos do terreno e embelezamos as casas de modo a que seja, cada vez mais, um local muito aprazível e que nos encha de orgulho. Pinturas, limpezas, pequenas reparações, inovações, limpeza de matos e cuidados com o jardim são algumas das actividades normais que se estendem ao longo de todo o ano. É um trabalho que nunca tem fim mas cujo resultado final recompensa sempre.

 

 

 No entanto junto ao mar aproveitamos para desfrutar das magníficas praias desta costa quer para banhos, quer para pescar.

 

Nestes dois meses que estive sem dar notícias tenho aproveitado para pescar uns bons exemplares de peixes e apanhar bons percebes e navalheiras, tudo dentro da lei, é claro, que as restrições à pesca e captura lúdicas são cada vez maiores e despropositadas. Mas enfim,para quem pratica esta actividade de um modo apaixonado como o faço, sempre dá para comungar com a natureza de um modo muito particular e intenso.

Entre uns dias e outros eis aqui alguns dos belos peixes que consegui capturar.

No regresso ao Monte é que apreciamos condignamente os frutos que o mar deu e completamos o ciclo que nos trouxe até aqui.

 

 

A gata Clarinha e a sua ninhada tem sido as estrelas cá de casa nos últimos tempos.

Com as suas brincadeiras são uma fonte permanente de alegria e dá gosto assistir às suas diabruras.

Os bichanos, agora com quase dois meses, começaram a encontrar novos donos e já sentimos saudades. Aqui deixo algumas fotos para mais tarde os recordar.

 

 

Depois de um Inverno muito rigoroso, com o chegar da Primavera está na altura de tirar os apetrechos da pesca do sossego e dar-lhes uso. Passado o defeso dos sargos ainda é tempo de apanhar alguns bons exemplares que depois da desova vêm à procura da comedia nas pedras onde costumam mariscar.

Dia de Primavera

É sempre com uma certa excitação que exploro os meus pesqueiros favoritos à espera de dar com uns bons exemplares. Uma coisa é certa, com o mar de feição e a maré certa é raro sair de mãos a abanar, além do que nada iguala a sensação de liberdade e alegria que a pesca proporciona.

 À pesca

Companhia

Sargos e Safias

Quem fica também muito satisfeita é a minha mulher, que não só me costuma acompanhar, como também é a fotógrafa de muitas das imagens que aqui divulgo. Peixe fresco é um privilégio que nós sabemos valorizar e apreciar condignamente. Ainda por cima, estes dias trouxeram algumas capturas muito apreciadas e raras de fazer.

Pesca fina

Besugo e Salmonete

Dourada e Safia

Sargos

Saima e Salmonete

Boas pescarias são os meus votos para todos os que, como nós, sabemos que o Sudoeste Alentejano tem que ser estimado e preservado para que a pesca lúdica seja possível por muitos anos.

Dourada

 Inverno

Chuvoso e frio o Inverno chegou hoje, por volta da hora em que escrevo estas linhas e, após um interregno devido a mudança de equipamento fotográfico, volto a dar testemunho de alguns aspectos do quotidiano desta costa durante o Outono que agora acabou.

Monte

Em terra o verde dos pastos, renovado com as primeiras chuvas, dá lugar a uma vida própria desta altura do ano. Enquanto o gado aproveita desde o raiar do dia para percorrer os campos à procura de erva fresca, os pássaros espreitam a sua oportunidade à cata dos vermes, insectos ou roedores que abundam na pastagem.

Amanhecer

Amanhecer

O gado

Mergulhões

Alvéola-branca

Pica-pau malhado

Cotovias

Rabirruivo-preto

Buteo Buteo

Nas manhãs de névoa, entre a folhagem, os cogumelos aparecem e continuam a exercer um fascínio muito próprio não deixando de nos surpreender com as suas formas e cores únicas.

Manhã de nevoeiro

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Cogumelo

Junto ao mar os dias foram de mudança e as gaivotas tiveram finalmente o areal só para elas. Em época de douradas muitos da terra procuraram a sua sorte nos seus pesqueiros de eleição e sei que foram feitas belas capturas.

Zambujeira do Mar

Gaivotas

O mar

Pescador

Pescador

Pescador

Eu como não tenho podido ir pescar, aproveito o dia para fotografar e ao fim da tarde preparo-me para confeccionar as púcaras que consegui descobrir ao amanhecer.

Púcaras

Crepúsculo

Depois de um mês de Agosto em que a Zambujeira, para além da visita dos festivaleiros do Sudoeste, encheu com os habituais veraneantes que escolhem estas paragens para passar as suas férias, chegou finalmente Setembro e tudo voltou ao normal.

SW09

Praias desertas e ruas tranquilas permitem agora apreciar a verdadeira beleza desta vila.

Alteirinhos

Igreja da Zambujeira

Aproveitando certamente esta calma, as gravações de uma nova novela trouxeram um movimento extra para esta época do ano. As ruas encheram-se de profissionais e alguns  curiosos que acorreram para assistir às gravações e também para poder ver de perto alguns dos artistas intervenientes.

Gravações

Gravações

Gravações

Nicolau Breyner, Alexandra Lencastre e Rita Pereira foram alguns dos que os populares mais procuraram para trocar uma palavra, pedir um autógrafo ou tirar uma fotografia para recordação.

Os artistas

Os artistas

Os artistas

Os artistas

Para assistir mais tarde numa TV perto de si.

A edição de 2009 da FACECO atraiu milhares de visitantes que não quiseram perder o evento para tomar contacto com a realidade económica e cultural do Concelho, apreciar os trabalhos dos expositores, deleitar-se com muitos e bons petiscos e assistir aos espectáculos que se realizaram durante todo o fim-de-semana.

Faceco

Faceco

Dedicado aos moinhos, uma das imagens de marca do concelho, o pavilhão do artesanato ostentava logo à entrada uma réplica de um desses marcos da cultura local.

Faceco

Lá dentro os artesãos apresentavam os seus trabalhos e todos se maravilharam com a diversidade, a imaginação e a beleza dos mesmos.

Faceco

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Quadros de um quotidiano ainda em actividade, remetiam os visitantes para um meio rural que a organização acarinha especialmente, quer apoiando as populações com novos projectos, incluindo o bem estar dos idosos, quer apostando no sector da actividade pecuária, muito forte no concelho e também uma das suas imagens.

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Quanto aos petiscos, a Taberna Típica atraiu muitos apreciadores dos sabores tradicionais e da companhia dos amigos para uma boa festa. Reconstituição muito fiel do que costumava ser o ponto de encontro da aldeia.

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E com mais uma aguardente de medronho da região mais um cliente que ficou satisfeito.

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Depois das barrigas aconchegadas foi tempo de assistir a um dos espectáculos que se desenrolaram quer no palco Comunidades, quer no palco Principal onde o ponto alto foi a actuação de um dos ídolos musicais mais populares no momento, Tony Carreira e que atraiu muitos fãs garantindo assim mais uma enchente.

Faceco

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Faceco

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A Festa não pára em S. Teotónio.

Festa no Quintalão

No Quintalão decorreu como é hábito a recriação do mercado antigo e, uma vez mais, a população acorreu em massa vestida a rigor e juntou centenas de visitantes que não quiseram perder tal oportunidade.

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

 Pessoas de todas as idades recriaram quadros de tempos passados mas que transportam para o futuro um pedaço de história de uma região que aposta num turismo diferente e de qualidade e onde as gentes da terra têm um papel fundamental.

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

 Festa no Quintalão

Festa no Quintalão

De dia e de noite todos se maravilham com as decorações, que este ano estão particularmente bonitas e, os que gostam e resistem até altas horas da noite, não perdem os bailes animados por artistas populares que se desenrolam ao redor dos mastros de cada rua.

Decorações

Decorações

Decorações

Decorações

Decorações

Decorações

Decorações

Baile no Coração da Vila

Baile no Coração da Vila

Ontem à noite e antes do baile do Grupo Desportivo Renascente todos acorreram a ver o desfile das Marchas Populares onde brilharam as Marchas do Cavaleiro, de Sabóia (representada pelo Lar da 3ª idade), de Odeceixe, da Zambujeira do Mar, de S. Luís e com a participação especial da Marcha do Bairro Alto. Mas foi a Marcha dos Lobitos de S. Teotónio que abriu o desfile perante centenas de pessoas atentas às músicas, às coreografias e às decorações das roupas dos marchantes.

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

A mim agradou-me particularmente a cor, as decorações cuidadas, a coreografia, o ritmo e as vestes da Marcha da Zambujeira do Mar. Todos muito empenhados como aliás os restantes participantes no desfile.

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

Marchas Populares

A desenvoltura e a elegância com que percorreram o recinto encantaram a assistência que juntamente com a prestação da Marcha do Cavaleiro não regateou fortes aplausos.

Marchas Populares

Marchas Populares

Até dia 30 a Festa continua e o Baile do Mastro da Fonte segue-se já de seguida.

Ida à Fonte

Durante todo o mês de Junho as ruas de S. Teotónio transformam-se num festival de luz e cor com o iniciar do Festival de Mastros.

S. Teotónio

Delicados trabalhos em papel executados pelas mãos hábeis e esforçadas da população local, durante os últimos meses, são finalmente expostos e brilham em todo o seu esplendor. De uma ponta à outra da Vila, os Mastros concentram as atenções de quem passa e são o orgulho das pessoas que habitam nas ruas a que cada mastro pertence.

Mastros

Mastros

Mastros

Mastros

Mastros

Mastros

Este ano o motivo escolhido para tema das decorações foi “As maravilhas da Freguesia” e as ruas reflectem todo esse simbolismo.

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Pequenos detalhes surpreendem os visitantes ao virar de cada esquina ou por cima das suas cabeças.

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

Durante a noite sucedem-se os espectáculos, bailes e concertos que, aliados às decorações de papel de cor, atraem milhares de visitantes, residentes e turistas que não deixam de se maravilhar com o ambiente de festa e de alegria compartilhado por todos, novos e menos novos. No palco do Quintalão nomes por todos conhecidos por serem filhos da terra, ajudam às Festas e prometem continuidade num reencontro futuro.

Palco do Quintalão

Los Campus

Los Campus

Festa no Quintalão

Tim e amigos

Tim e amigos

Tim e amigos

Com o iníco do Verão, e as noites a convidarem um passeio diferente, todos os caminhos por estes lados levam até S. Teotónio. É de aproveitar.

Ruas de S. Teotónio

Ruas de S. Teotónio

 

Ao longo do mês de Junho sucedem-se as festas em todas as vilas e aldeias da região. Em S. Teotónio é o Festival dos Mastros, no Brejão é a Mostra dos Produtos da Terra e, no passado fim de semana, fui convidado a participar numa festa que já vai na 12ª edição e que agrupa largas centenas de pessoas que não querem perder a hipótese de passar um dia maravilhoso em família ou com os amigos junto à ribeira do Ceixe ou Ribeira Grande como é conhecida pelos locais.

Ribeira do Ceixe

A Pesca ao Bordalo é uma festa organizada pelo Clube de Caça e Pesca de S. Miguel e que tem duas vertentes. Uma desportiva, em que os participantes tentam apanhar o maior número de exemplares deste pequeno peixe e outra, mais lúdica, que permite às pessoas conhecer melhor os belos locais da freguesia de S. Teotónio.

Pesca ao bordalo

Pesca ao bordalo

Chegados à ribeira, os participantes espalharam-se pela duas margens à procura do recanto da sua preferência e, foi vê-los no frenesim da pesca a tentar a captura de peixes que raramente ultrapassam os 10cm, mas que fazem as delícias dos pescadores dado a subtileza da sua pesca.

Pesca ao bordalo

Pesca ao bordalo

Em locais de extrema beleza e com uma frescura própria do ambiente das ribeiras que ajudou a superar o calor que se fazia sentir decorreu a manhã, juntando-se todos depois no Pego das Andorinhas onde a organização tinha preparado o local da festa e onde as famílias e os grupos de amigos se juntaram para passar a tarde.

Pego das Andorinhas

Pego das Andorinhas

Pego das Andorinhas

Equanto as crianças se divertiam na água, ainda límpida da ribeira, os adultos tratavam de comer os petiscos que os aguardavam e que a organização, de uma forma impecável, tinha preparado e serviu durante toda a tarde. Cozido de grão, sardinhas assadas, febras e enchidos grelhados, e muitas outras iguarias fizeram as delícias de todos. Claro que a cerveja não faltou e, além dos sumos para os mais novos, a aguardente de medronho, servida com o café, deixou todos os adultos mais contentes.

A festa

A festa

Enquanto a festa decorria para alguns, outros iam arranjando o produto total da pescaria que, depois de devidamente preparado, foi também confecionado para que todos pudessem apreciar este pequeno, mas saboroso manjar.

A arranjar bordalos

A festa terminou com muita música e bailarico além da entrega de troféus. Todos os mais novos ainda tiveram direito a uma medalha comemorativa da participação no evento.

A festa

Até levanta pózinho

A festa

A festa

Um dia de sonho, repleto de pequenas surpresas e que, certamente, convidará as pessoas a comparecer no próximo ano.

Ribeira do Ceixe

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